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domingo, 12 de julho de 2015

Use psicologia para fazer suas maldições funcionarem

ATENÇÃO: O Diversos e Universos não apoia nem sugere que as pessoas façam algum mal a outras; o artigo se destina apenas a ilustrar um assunto científico.
Maldições não são reconhecidas pela ciência, mas se tem uma coisa da qual os estudiosos não duvidam é dopoder da mente. Diversas pesquisas já demonstraram convincentemente como seres humanos são sugestivos – um exemplo é o “efeito placebo”.
Sendo assim, não é preciso ser uma bruxa de mil anos para infligir dor a seus inimigos – basta ter a ciência e a comprovada capacidade da psicologia ao seu lado para convencer as pessoas de que suas maldições são eficazes.
Para tanto, vamos recorrer ao efeito “nocebo”. Você com certeza já ouviu falar do efeito placebo – o fato de que pílulas de açúcar aliviam sintomas de pacientes, apesar de não terem medicação nenhuma.
O efeito nocebo é o oposto. Do mesmo modo que pessoas que acreditam estar tomando um remédio se curam mesmo sem tê-lo tomado, pessoas que ouvem possíveis efeitos colaterais têm maior probabilidade de senti-los (por exemplo, pessoas informadas de que uma pílula irá causar-lhes dores de estômago vão sentir dores de estômago).

Maldição nocebo

É fácil fazer alguém acreditar na sua maldição. Tudo o que você precisa fazer é criar o ambiente certo.
Se vista de acordo, escolha uma noite escura e tempestuosa para o seu encontro, e siga alguém na rua dizendo-lhes que suas entranhas vão se torcer, ou que nunca mais terão uma boa noite de sono, ou qualquer coisa maldosa que você consiga pensar – e deixe que a mente de seu alvo faça o resto.
Tal psicologia funciona até mesmo em grupos. Há boatos de que uma “maldição” (efeito psicológico) foi a causa da “praga dançante” (episódio em que pessoas literalmente dançaram até a morte em 1500 na Europa).
Algumas maldições podem envolver mais trabalho. Por exemplo, uma forma de fazer as pessoas arruinarem a própria vida é dando-lhes muita informação.
Um estudo da Universidade Queen Mary de Londres (Inglaterra) reuniu participantes e deu eles a tarefa de fazer previsões ou manter a saúde de um bebê (não um real, ainda bem). As pessoas que receberam aconselhamento e atualizações constantes, mesmo que as atualizações fossem elogios, tendiam a ir pior do que as pessoas que foram deixadas sozinhas.
A ideia é que, a fim de fazer um bom trabalho em qualquer coisa, as pessoas precisam se concentrar para tomar a decisão certa. Ouvir opiniões de outras pessoas as faz perder o foco e estragar a tarefa. Quanto mais complexa a tarefa, incentivos mais calorosos parecem arruinar o desempenho das pessoas.
Com a tecnologia de hoje, este é um trabalho que você pode fazer de casa. Basta configurar um monte de contas do Facebook que se revezam para dar incentivos, opiniões diferentes, conselhos contraditórios e bam! Vida do inimigo arruinada. E quanto mais ele se sentir perdido, mas vai depender de influências externas para ajudá-lo, o que, é claro, é pior para ele em última análise.

Brincadeiras à parte…

A chave para uma maldição psicologicamente devastadora é impotência. Impotência cultiva uma condição chamada de flacidez diastólica, que é uma queda extrema na pressão sanguínea. Essa queda já foi associada à morte de pessoas aparentemente saudáveis que acreditavam estarem amaldiçoadas.
Elas achavam que não havia nada que pudessem fazer – estavam amaldiçoadas e pronto -, e a resposta física para esse “conhecimento” as matou.
Eis a extensão do poder da sugestão e da mente: o de fazer alguém acreditar que vai morrer.
Na China e no Japão, a taxa de ataques cardíacos aumenta no dia quatro de cada mês. O número quatro é considerado um número de azar nesses países. Assim, toda vez que tal dia chega, configura a combinação necessária para matar alguém: medo, consciência e desamparo.
Quando a ameaça se multiplica, não há como fugir dela. Um famoso compositor, Arnold Schoenberg, tinha medo do número 13. Aos 76 anos, um amigo mencionou que sete mais seis era 13. Schoenberg morreu no dia treze desse mês, depois de ter passado o dia todo na cama, com medo de falecer. Obviamente, o amigo ou era responsável por homicídio culposo ou um profissional qualificado para lançar maldições.
Inevitavelmente, “maldições” não funcionam com todo mundo, já que sempre vai haver algumas pessoas que não acreditam nesse tipo de coisa.
Mas a verdade é que todo mundo se preocupa com algo, todo mundo é influenciado por fatores externos, e todo mundo pode ter o psicológico abalado.
A ideia de que algumas pessoas são isentas de influência biológica e social envolve um pensamento ainda mais mágico do que a crença em maldições.
Mas, se você está pensando em mexer com a cabeça de alguém, fica um alerta importante: a ciência não sabe como a “maldição” afeta seu praticante. As pessoas que lançam maldições são constantemente sujeitas a pensamentos ainda mais estressantes e aterrorizantes do que os outros. Melhor não se arriscar; sua mente pode se voltar contra você. Todos sabemos que ela não pede nossa opinião para nada – tem vida própria.

Qual a velocidade máxima que o homem pode correr?

Em busca de tempos cada vez menores para a corrida de 100 metros, os atletas têm se esforçado ao máximo. O jamaicano Usain Bolt detém o recorde desta modalidade com o impressionante tempo de 9,58 segundos. Mas será este o menor tempo possível para um ser humano normal correr?
Para responder esta pergunta, o biólogo Mark Denny, da Universidade de Stanford (EUA), resolveu fazer uma abordagem estatística ao problema. A ideia por trás do trabalho de Denny, publicado em 2008 no Journal of Experimental Biology, era de que, à medida que os atletas chegassem próximos do “limite natural” de velocidade do ser humano, as diferenças de tempo entre um recorde e o próximo ficariam cada vez menores, e um gráfico mostrando a evolução do tempo total se aproximaria de um platô.
Usando resultados de corridas de 100 metros desde os anos 1900, Denny utilizou um programa de computador para tentar encontrar uma curva que melhor descrevesse estes resultados, e chegou a um modelo que prediz que o tempo humanamente possível deve ficar em torno dos 9,48 segundos, embora os tempos humanos não tenham ainda chegado a um platô (não tenham se estabilizado).
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Como comparação, Denny também desenhou gráficos dos melhores tempos de puro-sangues corredores e galgos de corrida, e descobriu que para estas raças também há um limite de velocidade, com pouca melhora desde os anos 1950 para os cavalos do Kentucky Derby, e desde os anos 1970 para os galgos.
“Olhando as outras espécies, as que estamos tentando criar para correr cada vez mais rápido, isto não está funcionando”, diz Denny. “Não há razão para pensar que os seres humanos sejam diferentes de outras espécies, que de alguma forma estas coisas não tenham limites”.
Uma outra abordagem foi feita pelo especialista em movimentação humana, Peter Weyand, professor de biomecânica na Universidade Metodista Meridional (Texas, EUA). Segundo Weyand, o fator principal que determina a velocidade é a força aplicada pelo pé do atleta quando atinge o chão.
  • Descalço ou com tênis: qual é a melhor forma de correr?
Quando correm a velocidade constante, os atletas se movem como se estivessem em pula-pulas. 90% da força é usada para impulsionar o atleta para cima, e 5% para movimentar para frente. “O que eles fazem é pular bastante”, diz ele. O corpo então se ajusta naturalmente à velocidade, alterando a força com que atingimos o chão com os pés. Quanto mais forte, mais rápido.
E qual a força máxima que um humano pode aplicar ao chão enquanto corre? Weyand publicou um estudo em 2010, no Journal on Applied Physiology, sobre um trabalho em que colocou corredores em esteiras a diferentes velocidades, correndo para frente, para trás e saltando.
Neste trabalho, ele descobriu que quando pulamos, atingimos o chão com 30% mais força do que quando corremos. Baseado nesta informação, o grupo concluiu que seres humanos podem correr a até 19,3 m/s – se usarem da maior força fisiologicamente possível. Isto significa fazer os 100 metros em 5,18 segundos.
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Só que isto não é tão simples. Para maximizar a velocidade o corredor tem que equilibrar a força com que atinge o chão, e a frequência das passadas. Com força máxima, a frequência não é tão alta, o que torna as passadas mais lentas. A combinação ótima de força e frequência de passadas depende de cada indivíduo, por causa de fatores como altura do atleta, comprimento da perna e velocidade que eles correm. Não há uma regra de ouro.
E qual é a velocidade máxima permitida por este modelo? Weyand reluta em dar um número. “A ciência não é boa para fazer previsões de extremos”, diz ele. Mas ele acredita que o tempo mínimo não deve baixar dos 9 segundos. Para comparar com o animal corredor mais rápido, o guepardo pode correr 100 metros em menos de 6 segundos.
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Mas se o homem usar da ciência e tecnologia, ele talvez possa alcançar o guepardo. Hormônios que alteram as propriedades dos músculos poderiam deixar o atleta bem mais rápido, e esta é só uma de várias opções disponíveis para melhorar a performance da corrida. Ainda existem terapias gênicas, tecnologias especiais e agentes farmacológicos, entre outras coisas. Afinal, nosso dom especial não é correr: é vencer nossos limites. 

Arqueólogos descobrem ruínas de antiga cidade maia

Uma cidade inteira cheia de pirâmides e complexos palacianos foi descoberto em uma selva remota no sudeste do México. As ruínas maias foram encontradas por arqueológos em Campeche, uma província no oeste da península de Yucatán. O local é coberto de densa vegetação, e estende-se por cerca de 22 hectares.
Pesquisadores acreditam que a cidade foi ocupada durante o período clássico maia, a partir de 600 dC até 900 dC, quando a civilização misteriosamente começou a desaparecer.
“É um dos maiores locais na depressão central, comparável em sua extensão e magnitude com edifícios como Becan, Nadzcaan e El Palmar em Campeche”, comenta o arqueólogo Ivan Sprajc, em um comunicado do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH).
Na cidade, Sprajc e sua equipe descobriram três complexos monumentais com os restos de pirâmides – um com 23 metros de altura -, bem como quadras de esporte, praças, casas, altares, pedaços de estuque pintado e monumentos de pedra conhecidos como estelas. Epigrafistas ainda estão debruçados sobre inscrições no Chactún para entender seu significado, mas uma estela refere-se a um governante aparentemente chamado K’inich B’ahlam, dizem os pesquisadores.
Vestígios da cidade perdida foram vistos pela primeira vez em imagens aéreas de uma vasta área de floresta, que antes só tinha sido explorada por madeireiros e seringueiros e foi considerada um “branco total” no mapa de sítios maias.
“Com fotografias aéreas, encontramos muitas características que eram restos obviamente arquitetônicos”, Sprajc explicou em um comunicado do INAH. “De lá pegamos as coordenadas e o próximo passo foi localizar as ruelas antigas usadas pelos seringueiros e madeireiros para chegar à área”.
Eles só puderam chegar ao local viajando através da selva em um caminhão com tração nas quatro rodas, e ainda assim parando de vez em quando para cortar a vegetação que bloqueava o caminho.


terça-feira, 7 de julho de 2015

Com algumas horas de intervalo, casal morre nos braços um do outro

Alexander e Jeanette Toczko, um
casal da Califórnia, nos EUA,
morreram juntos depois de
viverem juntos por 75 anos.
Casal da Idade da Pedra é
encontrado enterrado abraçado
em caverna grega
Os pombinhos eram
namoradinhos de infância desde
os 8 anos, e haviam se casado
em 1940.
Recentemente, Alexander sofreu
uma fratura no quadril e ficou
de cama. Quando sua saúde
piorou, Jeanette também
adoeceu, de forma que o
hospital local forneceu-lhes
leitos de terapia para que eles
pudessem ficar juntos, nos
braços um do outro.
Ambos tinham 95 anos. Assim
que Alexander faleceu, Jeanette
disse: “Espere por mim, eu
estarei com você em breve”. De
fato, menos de 24 horas depois,
ela também faleceu, e eles
permaneceram abraçados até o
fim.
Casal romano fica enterrado de
mãos dadas por 1.500 anos
O leito de morte amoroso foi
documentado por sua filha,
Aimee Toczko-Cushman. Ao
todo, o casal deixou cinco
filhos, dez netos e seis bisnetos.



A morte é uma mera ilusão da percepção humana?

Será que a vida é fundamentalmente diferente de coisas mortas? O físico Erwin Schrödinger definiu a vida da seguinte maneira: “Seres vivos evitam declinar para um estado de desordem e equilibrio.”
O que isto significa? Vamos supor que a tua pasta de downloads é o universo. Começou organizada, e tornou-se progressivamente caótica com o passar do tempo. Ao dedicar-lhe energia, você cria ordem e limpa a pasta. Isto é o que seres vivos fazem.

Mas o que é a vida?

Todo o ser vivo neste planeta é composto de células. Basicamente, uma célula é um robô feito de proteínas pequeno demais para sentir ou experimentar o que quer que seja. Essas são as características que definimos para a vida:
  • Ela tem uma barreira que a separa das redondezas, criando ordem;
  • Ela se ajusta e mantém um estado constante;
  • Ela come coisas para se manter viva;
  • Ela cresce e se desenvolve;
  • Ela reage ao ambiente;
  • E é sujeita à evolução;
  • E ela produz cópias de si mesma.
Mas de todas as coisas que se constroem uma célula, nenhuma é viva. Materiais reagem quimicamente com outras coisas, formando reações que iniciam outras reações que iniciam outras reações.
Numa única célula, todo segundo vários milhões de reações químicas ocorrem, formando uma harmonia complexa. Uma célula pode fazer milhares de tipos de proteínas: algumas muito simples, outras como máquinas complexas e muito pequenas.
Imagine dirigir um carro a 100km/h enquanto constantemente reconstrói todas as partes dele com coisas que encontra pela rua. Isto é o que células fazem. Mas nenhuma parte da célula está viva; tudo é matéria morta movida pelas leis do universo.

Então seria a vida é um agregado de todos esses processos de reação?

Eventualmente, tudo que é vivo morrerá. O objetivo do processo todo é prevenir isso produzindo novas entidades; ou seja, com o DNA. A vida é, de certa forma, apenas um amontoado de coisas que carregam a informação genética por aí. Toda forma de vida está sujeita à evolução, e o DNA que desenvolve a melhor forma de vida para si continuará no jogo.

Então o DNA é a vida?

Se você considerar o DNA fora de seu invólucro, certamente será uma molécula muito complexa, mas que não pode fazer nada por si própria.
É aí que os vírus complicam as coisas. Eles são basicamente cadeias de RNA ou DNA num invólucro pequeno e precisam das células para conseguirem fazer qualquer coisa. Nós não sabemos se devemos considerá-los vivos ou mortos. Ainda assim, há 225 milhões m³ de vírus na Terra. Eles parecem não se importar do que pensamos deles.
Há ainda vírus que invadem células mortas e as reanimam assim elas podem hospedá-los, o que embaça a linha ainda mais.
Ou mitocôndrias. Elas são as usinas das células mais complexas e eram bactérias independentes que formaram uma parceria com células maiores. Elas ainda têm seu próprio DNA e podem se multiplicar por si próprias, mas elas não vivem mais; elas estão mortas.
Assim elas trocaram a própria vida para a sobrevivência do seu DNA, o que significa que formas de vida podem evoluir para coisas mortas contanto que seja benéfico para seu código genético.
Assim, talvez a vida seja uma informação que conduz a garantia de que haja uma existência contínua.

Mas e a inteligência artificial?

Por nossa definição comum, nós estamos muito próximos de criar vida artificial nos computadores. É apenas uma questão de tempo até que a nossa tecnologia chegue lá. E isto não é ficção científica, também; há muitas pessoas inteligentes trabalhando ativamente nisto.
Nós também podemos argumentar que vírus de computador são vivos: eles se reproduzem para manter sua informação.

Hum, ok. O que é a vida então?

Coisas, processos, DNA, informação? Isto pode se tornar confuso rapidamente. Há uma certeza: a idéia que vida é fundamentalmente diferente de coisas mortas porque elas contém algum elemento não físico ou são governados por princípios diferentes dos objetos inanimados acabou sendo errada.
Antes de Charles Darwin, os humanos definiram uma linha entre si próprios e o resto das formas de vida; havia algo mágico sobre nós que nós fez especiais. Quando tivemos que aceitar que somos como qualquer outra forma de vida, um produto da evolução, nós definimos uma linha diferente.
Mas quanto mais aprendemos o que computadores podem fazer e como a vida funciona, mais nos aproximamos de criar a primeira máquina que se encaixa na nossa descrição de vida, e mais a imagem de nós mesmos corre risco novamente. E isto acontecerá cedo ou tarde.
E aqui está outra questão para você: se tudo no universo é feito da mesma coisa, isso significa que tudo no universo está morto ou que tudo no universo está vivo?

Esta é uma pergunta complexa?

Isto significa que nunca morreremos porque, em primeiro lugar, nunca estivemos vivos? É a vida e morte uma questão irrelevante e nunca notamos? É possível que nós somos uma parte do universo maior do que imaginamos?
Não olhe para nós. Não temos nenhuma resposta para você. São apenas questões para você pensar.
Afinal, é se pensando em questões como estas que nos faz sentir vivos e nos dá algum conforto.

Estranho OVNI está soltando objeto misterioso na atmosfera

Segundo o autor da filmagem, ele viu o objeto enquanto estava indo para casa, depois de trabalhar. Ele parou o carro na rua e começou a gravar. Na hora que a estranha bola se separou, ele ficou sem saber para onde filmar, mas decidiu acompanhar o objeto que já estava sendo gravado. Segundo ele, a bola continuou voando até sumir da vista.

Um meteoro

Quando o OVNI foi filmado, a chuva de meteoros conhecida como Quadrântidas estava em seu pico. Esta chuva de meteoros ocorre sempre que a Terra atravessa uma trilha com os restos do cometa extinto 2003 EH1.
Uma das suposições seria que esse objeto é um meteoro, mas parece que é muito vagaroso para ser um. Além disso, as chuvas de meteoros acontecem a partir das 23h ou até mais tarde. Para comparar, veja esta gravação de meteoros Quadrântidas feita pela NASA em 2013:
Meteoros também explodem ao entrar na atmosfera, mas isso não se parece com o OVNI capturado na Califórnia. A trajetória e a velocidade da bola ejetada parece ser algo totalmente fora dos padrões. O ângulo da câmera poderia explicar a anomalia.

Reentrada de um satélite ou espaçonave

Considerando a velocidade, poderia ser um satélite ou espaçonave desconhecida entrando na atmosfera. Até agora nenhuma agência espacial ou aeronáutica se manifestou, e se for um equipamento secreto, talvez nunca se manifestem.
Neste caso, a bola que saiu poderia ser um objeto ejetado em uma explosão violenta. Porém, se observamos o vídeo com o acidente da nave Columbia, dá para ver que não é assim que se comportam os restos ejetados em explosões:
Talvez fosse uma ejeção programada para acontecer na reentrada, como os satélites espiões faziam antes dos anos 1980, para enviar os filmes fotográficos para Terra.

Uma arma experimental, como uma arma anti-míssil balístico intercontinental

Na semana anterior, os Estados Unidos anunciaram que iniciariam os testes de um sistema anti-ICBM (Inter Continental Balistics Missile – míssil balístico intercontinental). O objeto filmado não poderia ser um ICBM ejetando sua ogiva por que não é assim que elas são ejetadas, como pode ser visto no vídeo abaixo:
e foi visto nos céus da Noruega em 2009 fez um trilho na forma de sacarrolha. Veja a imagem:

Uma espaçonave alienígena caindo e liberando uma cápsula de sobrevivência

Poderia ser, não poderia? Ou não? Sim?

Uma brincadeira de CGI bem bolada

Esta talvez seja a explicação mais óbvia: poderia ser um trote feito cuidadosamente em computador. Esta é também a opinião do Dr. Michael Brown, professor de física e astronomia da Universidade Monash. Segundo ele, o vídeo mostra uma “contrail”, ou trilha de condensação de um avião, e a “bola” poderia ser um avião que coincidentemente passou por ali naquele momento.
O professor também aponta que a “bola” tem brilho constante e movimento suave, e que não é difícil colocar uma bola fora de foco em vídeos. Além disso, há o comportamento inconsistente do cara que postou o vídeo. Ele criou a conta, deu “like” em algumas coisas, postou um vídeo de gaivotas, e duas horas depois postou o vídeo do OVNI.
Quer dizer, se você tivesse um vídeo de um OVNI legítimo, qual seria a primeira coisa que você faria logo depois de criar uma conta no YouTube? Curtir o vídeo do Anderson Silva quebrando a perna, assinar o canal do John Oliver, postar um vídeo de gaivotas, dar um like em um vídeo do Fortyniners LakersSpin, assinar o canal de vídeo FOX Sports e só então postar o vídeo de um OVNI?

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Algo e enorme e bizarro? Deve estar perdido no espaço

A humanidade tem observado o espaço por milhares de anos e a coisa mais importante que descobrimos em todo esse tempo é que tudo é maluco nesta imensidão – e está ficando cada vez mais estranho. Abaixo estão algumas das coisas mais bizarras e até mesmo aterrorizantes que os astrônomos encontraram nos últimos anos.

6. O armário de bebidas de Deus

Se alguma coisa vai reacender o interesse do público na exploração do espaço, provavelmente é isso: acima, você vê a foto de Sagitário B2, uma enorme nuvem com alguns milhões de vezes a massa do nosso sol, flutuando perto do centro da nossa galáxia. Os cientistas descobriram que ela é basicamente um rio gigante de rum com sabor de framboesa.
Parece mentira, mas não. Sagitário B2 contém cerca de 10 bilhões de bilhões de bilhões de litros de álcool. Além de ser álcool suficiente para deixar a visão do espaço meio embaçada, a nuvem também está repleta de moléculas chamadas metanoato de etila. Este produto químico, que dizem ter cheiro de rum, é o mesmo que dá às framboesas seu sabor.
  • Sinais de rádio misteriosos são detectados vindo de um lugar desconhecido no universo
Deus não apenas aparentemente decidiu “dar uma batizada” na Via Láctea, mas isso também pode significar que estamos mais perto de encontrar vida fora do nosso mundo. O álcool é um composto orgânico, por isso, se os cientistas conseguirem aprender mais sobre como ele consegue se formar no espaço, podem ser capazes de descobrir como a vida se forma.

5. Uma lupa gigante

A gravidade faz algumas coisas estranhas no universo, e não estamos nem falando de coisas assustadoras como os buracos negros, capazes de engolir galáxias. A força da gravidade também desvia a luz, o que significa que os objetos que os astrônomos estão olhando podem não estar realmente onde parecem estar. Os cientistas chamam essa bizarrice de lente gravitacional. A imagem acima mostra um exemplo particularmente estranho.
O que você está vendo é uma coisa azul que, na verdade, está diretamente atrás da coisa vermelha. Devido à gravidade dobrar a luz ao seu redor, parece que ponto vermelho está vestindo o azul como se fosse uma pulseira. Os astrônomos estão muito animados a respeito deste efeito, porque significa que eles podem estudar coisas que estão diretamente atrás de fontes de gravidade, como grandes galáxias, sem ter que enviar uma frota de naves de guerra para o espaço para destruir a obstrução, o que muitas vezes tem um custo proibitivo.
A coisa mais maluca sobre este efeito é que a lente gravitacional pode realmente fazer várias cópias de objetos no céu, então você realmente tem que saber o que está procurando. Na imagem seguinte, os objetos marcados “lensed galaxy” e “lensed quasar” são a mesma galáxia e o mesmo quasar. Elas simplesmente foram clonadas por efeitos da gravidade, de modo que parece que estão preparando uma emboscada.
A outra coisa legal é que, manipulando este efeito, podemos dizer onde objetos invisíveis – mas terríveis, como os buracos negros – estão.

4. Unicórnios, logotipos corporativos e muito mais

Acredite ou não, a imagem acima não é um desenho animado da galáxia onde se passa “My Little Pony”. Esta é a Nebulosa Trífida, uma nuvem de gás gigante que parece exatamente com um unicórnio espacial brilhante: dá para ver a sua longa crina e distinguir o lado do seu focinho, nos olhando de lado como uma princesa arrogante.
Ou o Mickey Mouse que encontraram na lateral de Mercúrio:
  • Os famosos Pilares da Criação não existem mais

3. Um buraco negro supermassivo lançado pelo espaço com um estilingue galáctico

Se você se encontrar algum dia pilotando uma nave espacial pelo universo, existem certas combinações de palavras que você simplesmente não quer ouvir de seu copiloto. Provavelmente no topo da lista estariam as palavras “supermassivo”, “buraco”, “negro” e “se movendo a 3 milhões de quilômetros por hora”. Acontece que isso descreve a situação no sistema CID-42, onde os cientistas viram duas galáxias se unir para lançar um enorme buraco negro direito do inferno para o espaço a uma velocidade impossível como um estilingue monstruoso. Aqui está uma simulação de computador de como os cientistas pensam que isso aconteceu:
O ponto branco indo para fora da moldura nos momentos finais é o buraco negro que acabou de ser atirado no espaço, provavelmente indo em direção a outra galáxia que estas duas não gostam muito.
Tenha em mente que um buraco negro supermassivo tem milhões ou até bilhões de vezes a massa do sol, por isso as forças necessárias para disparar um como se fosse uma bolinha de papel são vastas e insondáveis.
O fenômeno só pode ser detectado com base em provas recolhidas na cena da colisão. A própria natureza de um buraco negro é que você não pode vê-lo, nem mesmo se ele estiver a um palmo do seu rosto. É claro que, se ele estiver a um palmo do seu rosto, você já estaria incrivelmente morto. Essa é, sem dúvida, uma boa notícia – se uma galáxia próxima decide fazer isso conosco, não dá nem tempo de entrar em pânico.

2. Uma estrela cadente real

Assumimos que todos vocês sabem que quando uma “estrela cadente” cruza o céu noturno, você não está realmente vendo uma estrela, mas sim um meteorito – o que é muito menos impressionante e poético. Uma estrela é, naturalmente, bilhões de vezes maior e, como tal, não fica passeando por aí; muito pelo contrário, ela fica paradinha, só brilhando. Quando uma estrela realmente decide se “atirar” no espaço, as coisas ficam feias.
E isso acontece. Mira é uma estrela gigante vermelha no final de sua vida. Só que, em vez de morrer tranquilamente, optou por partir desta para uma melhor da forma mais espetacular e escandalosa que se possa imaginar, dirigindo seu Cadillac pela galáxia a uma incrível velocidade de 468.319 quilômetros por hora, com um tanque cheio de mescalina e nada a perder. Ela se move rápido o suficiente para criar uma cauda de cometa, mas, ao contrário de um cometa, tem de 13 anos-luz de comprimento.
  • Nova teoria pode revolucionar a cosmologia e explicar a energia escura
O surpreendente é que o material que Mira está vertendo para o vazio vai continuar a criar mais estrelas e planetas em um futuro distante. Senhoras e senhores, é exatamente assim que todos nós deveríamos morrer.

1. Uma força massiva e misteriosa além do nosso universo

Justamente quando você pensa que não podemos encontrar nada mais aterrorizante no universo, os astrônomos vão lá e se superam.
Aparentemente, há algo incomensuravelmente maciço logo além das fronteiras de nosso universo visível. Nós não podemos ver o que é, mas sabemos que está lá, porque “a coisa” está puxando partes do universo para si como água indo para dentro de um dreno.
Tudo que você precisa para entender o diagrama do céu noturno da NASA acima é que os grandes pedaços coloridos estão sendo sugados em direção a algo tão distante que não podemos ver e tão poderoso que nada do que sabemos sobre o universo até agora pode ser responsável por isso. Os cientistas o chamam de fluxo escuro – porque parece que esse era o nome mais ameaçador que eles puderam encontrar.
Então, o que é este fluxo escuro? Alguns astrônomos acreditam que poderia ser alguma megastrutura desconhecida e exótica arremessada para longe nos primeiros momentos do Big Bang. Outros acham que ele poderia ser a ponta de um outro universo empurrando contra o nosso. Por fim, outros ainda apostam que ele é provavelmente um monte de baboseira que ciência mais avançada irá explicar.



domingo, 5 de julho de 2015

' Morre aos 106 anos Nicholas Winton, conhecido como ' Schindler britânico '

Sir Nicholas Winton, conhecido como o "Schindler britânico", que salvou 669 crianças tchecas e eslovacas, judias em sua maioria, de uma morte certa nos campos de concentração nazistas, faleceu nesta quarta-feira (1º) aos 106 anos, anunciou o Rotary club de Maidenhead (sul).
"É com grande tristeza que devo anunciar que Sir Nicky Winton faleceu tranquilamente esta manhã", indica um comunicado publicado no site do clube do qual Sir Winton era membro.
"O mundo perdeu um grande homem. Não podemos esquecer jamais a humanidade demonstrada por Sir Nicholas Winton ao salvar tantas crianças do Holocausto", reagiu o primeiro-ministro britânico David Cameron em sua conta no Twitter.
"Ele sempre será um símbolo da coragem, de profunda humanidade e incrível humildade", declarou por sua vez o primeiro-ministro tcheco Bohuslav Sobotka, também no Twitter.
No ano passado, Sir Nicholas Winton recebeu a Ordem do Leão Branco, a mais alta distinção tcheca das mãos do presidente Milos Zeman. "Ele era um homem admirado por sua coragem", afirmou nesta quarta-feira.
No final de 1938, o então jovem funcionário da Bolsa de Londres, Nicholas Winton foi para Praga a convite de um amigo que trabalhava na embaixada britânica. Ele pediu-lhe ajuda quando parte da Tchecoslováquia caiu nas mãos dos nazistas e que campos de refugiados foram criados.
Winton abriu um "escritório" em um hotel de Praga, recebendo pais judeus desesperados em colocar seus filhos em um local seguro. A tarefa era difícil: obter um visto para a Grã-Bretanha, encontrar para cada criança uma família adotiva e levantar fundos para o transporte por trem.
Entre março e agosto de 1939, o britânico contribuiu para levar a seu país em oito trens 669 crianças. Um nono comboio, programado para partir em 3 de setembro com 250 crianças, foi bloqueado pela entrada da Grã-Bretanha na guerra e todas as crianças desapareceram.
Winton considerava que não tinha feito nada de excepcional, embora a imprensa tenha o apelidado de o "Schindler britânico", em referência ao industrial alemão Oskar Schindler, que salvou 1.200 judeus no Terceiro Reich.
Ordenado cavaleiro pela rainha Elizabeth II no final de 2002, Sir Nicholas Winton recebeu muitos outros prêmios por seus atos, incluindo a Ordem Tomas Garrigue Masaryk (uma das mais altas distinções tchecas) em 1998 e o título de "Herói britânico do Holocausto ", em 2010.

Por que o olho humano tem uma configuração “errada”

Até recentemente, os cientistas achavam que a configuração do olho humano não fazia sentido: era como se as células da retina estivessem do “lado errado”, com a luz viajando através de uma massa de neurônios antes de atingir as células de detecção de luz.
Uma nova pesquisa descobriu que esta estrutura intrigante, embora pareça ineficiente à primeira vista, tem uma função de aumento de visão notável.
  • 14 macrofotografias incríveis do olho humano

A estrutura

A retina é a parte sensível à luz do olho, que reveste o interior do globo ocular. A parte de trás da retina contém cones para a percepção das cores vermelha, verde e azul. Espalhados entre os cones estão os bastonetes, que são muito mais sensíveis à luz do que os cones, mas que são daltônicos.
Antes de chegar aos cones e bastonetes, a luz deve atravessar toda a espessura da retina, com suas camadas de neurônios e núcleos celulares. Esses neurônios processam a informação da imagem e a transmitem para o cérebro, mas até recentemente não estava claro por que essas células se encontravam na frente dos cones e bastonetes, e não atrás delas.
  • Cientistas descobrem depósito de células tronco no olho humano
Este é um quebra-cabeça de longa data, uma vez que essa mesma estrutura, de neurônios antes de detectores de luz, existe em todos os vertebrados, mostrando estabilidade evolutiva.

O papel dessas células

Pesquisadores alemães descobriram que as células gliais, que também abrangem a profundidade da retina e se conectam aos cones, tem um atributo interessante. Estas células são essenciais para o metabolismo, mas também são mais densas do que as outras células da retina. Na retina transparente, esta densidade mais elevada (e índice de refração correspondente) significa que as células da glia podem guiar a luz, assim como cabos de fibra óptica.
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Em vista disso, cientistas do Instituto de Tecnologia de Israel construíram um modelo da retina, e mostraram que as células gliais ajudam a aumentar a clareza da visão humana.
Eles também notaram que as cores que melhor passaram pelas células gliais são o verde e vermelho, que o olho precisa mais para a visão diurna. O olho normalmente recebe muito azul e, portanto, tem menos cones sensíveis a essa cor.

A prova experimental

O resultado surpreendente da simulação precisava de uma prova experimental. Assim, colegas da Escola de Medicina Technion, do Instituto de Tecnologia de Israel, testaram como a luz atravessa as retinas de porquinhos-da-índia. Como seres humanos, esses animais são ativos durante o dia e sua estrutura de retina tem sido bem caracterizada.
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O resultado foi fácil de notar: em cada camada da retina, a luz não era espalhada uniformemente, mas concentrada em alguns pontos. Estes pontos eram continuados de camada para camada, criando assim colunas alongadas de luz, conduzida da entrada da retina até os cones na camada de detecção.
A luz foi concentrada nestas colunas até dez vezes em comparação com a intensidade média.
Ainda mais interessante foi o fato de que as cores que foram melhor guiadas pelas células gliais emparelharam muito bem com as cores dos cones. Os cones não são tão sensíveis quanto os bastonetes, de forma que a luz adicional permitiu-lhes funcionar melhor – mesmo sob níveis baixos de luz. Enquanto isso, a luz mais azul, que não foi bem capturada nas células gliais, era espalhada pelos bastonetes na sua vizinhança.

Sendo assim…

As descobertas significam que a retina foi otimizada para que os tamanhos e densidades de células gliais “se encaixem” com as cores que o olho humano é sensível. Essa otimização é tal que a visão de cores durante o dia é reforçada, enquanto a visão da noite não é prejudicada.
O efeito também funciona melhor quando a pupila é contraída em alta iluminação, aumentando ainda mais a clareza da nossa visão.

Como um organismo unicelular pode ter evoluído uma estrutura semelhante ao olho humano?

De acordo com uma pesquisa da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), um plâncton marinho unicelular evoluiu uma versão em miniatura de um olho multicelular, possivelmente para ajudá-lo a ver melhor suas presas.
O chamado “oceloide” parece muito com um olho complexo, a ponto de ter sido originalmente confundido com o olho de um animal que tinha comido o plâncton.
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“É uma estrutura incrivelmente complexa para ter sido evoluída em um organismo unicelular”, disse Greg Gavelis, doutorando de zoologia na Universidade da Colúmbia Britânica. “Ele contém uma coleção de organelas subcelulares que se parecem muito com as lentes, córnea, íris e retina dos olhos multicelulares encontrados em humanos e outros animais de grande porte”.
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Propósito do olho

Os cientistas ainda não sabem exatamente como esse plâncton marinho, chamado em inglês de “warnowiids”, usa esse “olho”.
Como o predador possui estruturas do tipo arpão usadas para caçar células, geralmente transparentes, que ficam presas no plâncton, os pesquisadores especulam que o olho ajuda os warnowiids a detectar mudanças na luz que passa através de suas presas transparentes.
O olho poderia, então, enviar mensagens químicas para outras partes da célula, mostrando-lhes em que direção caçar.
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Evolução convergente

Os pesquisadores, incluindo o zoólogo Brian Leander, principal autor do estudo, o microbiologista Patrick Keeling e o virologista Curtis Suttle, coletaram amostras de warnowiids ao largo das costas da Colúmbia Britânica e do Japão.
A equipe analisou o oceloide usando microscopia de alta tecnologia, o que permitiu a reconstrução de estruturas tridimensionais a nível subcelular.
O trabalho lança nova luz sobre como organismos muito diferentes podem evoluir características semelhantes em resposta a seus ambientes, um processo conhecido como evolução convergente.
“Quando vemos uma complexidade estrutural similar em organismos com níveis fundamentalmente diferentes de organização e em linhagens que são parentes muito distantes, então você obtém uma compreensão mais profunda da convergência”, explica Leander.


25 plantas que não desistiram e prosperam em condições nada favoráveis

Nós modificamos a natureza e somos modificados por ela, mas nossa interferência no meio ambiente é, em alguns casos, superestimada. A verdade é que as plantas já estavam por aqui antes de chegarmos, e provavelmente continuarão por aqui mesmo depois da nossa extinção.
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A ideia de que as plantas não conseguem sobreviver se não as aguarmos ou cuidarmos bem delas é equivocada. A prova é que plantas prosperam mesmo no deserto, em meio a um clima seco e extremo.
O ambiente urbano também pouco as intimida: os 25 exemplos abaixo mostram que a vida sempre encontra uma maneira de se superar e florescer.
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Sabe onde estão cultivando morangos? No fundo do mar

Ao largo da costa de Noli, na Itália, cerca de seis metros abaixo da superfície do Mar Mediterrâneo, há cinco biosferas bulbosas cheias de plantas, luz e ar quente e úmido.
Essas estufas subaquáticas compõem o Jardim de Nemo, um projeto agrícola experimental em seu quarto ano, operado por uma empresa especializada em equipamentos de mergulho, a Ocean Reef Group.
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Local propício

As biosferas tiram proveito das propriedades naturais do mar para cultivar plantas. As temperaturas subaquáticas são constantes, e a forma das estufas permite que a água evapore invariavelmente. Além disso, as grandes quantidades de dióxido de carbono atuam como esteroides para as plantas, permitindo que elas cresçam a taxas muito rápidas.
Uma série de plantas, como manjericão, alface, morangos e feijão, está sendo cultivada nos cinco balões. O Ocean Reef Group tem a patente das estruturas e planeja construir mais para experimentar com outras culturas, como cogumelos, que devem prosperar no ambiente úmido.

Experiência original

Sergio Gamberini, presidente da Ocean Reef Group, teve a ideia “maluca” de cultivar plantas sob o mar durante suas férias de verão na Itália. Ele imediatamente começou a experimentar, afundando as biosferas transparentes no oceano e enchendo-as de ar.
Um vídeo lançado no início deste ano mostra membros da equipe de Gamberini dentro dos habitats subaquáticos cuidando das culturas:
Sensores dentro das biosferas fornecem dados em tempo real sobre a umidade, níveis de pH, temperatura do ar e níveis de dióxido de carbono nas estruturas.
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Espera-se que o sucesso da empresa até agora lance as bases para uma nova forma de produção agrícola que não prejudica o ambiente. Mesmo se falhar, o projeto de Gamberini provavelmente irá fornecer dados úteis incríveis sobre culturas em um ambiente agrícola duro, estéril ou não convencional, seja o fundo do oceano ou outro planeta, por exemplo.